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Entendendo o mecanismo do Reverse Connect no AVD e Windows 365

  • Foto do escritor: Steps and Tech
    Steps and Tech
  • 22 de jun. de 2025
  • 3 min de leitura

Olá Pessoal!


Se tem uma coisa que sempre tirou o sono de arquitetos, engenheiros de infraestrutura e segurança foi a bendita porta 3389 exposta para a internet.😒 Durante anos, esse foi um mal necessário em ambientes de virtualização de desktops e também uma das maiores superfícies de ataque.

A boa notícia é que, com Azure Virtual Desktop (AVD) e Windows 365, esse modelo ficou para trás...espero que já saibam! 😊


O jogo mudou completamente por causa de um conceito fundamental (e ainda mal compreendido): o Reverse Connect (Conexão Reversa).


Mesmo assim, ainda vejo muita gente tentando:


  • Criar NAT

  • Abrir inbound no firewall

  • Liberar RDP “só para teste” - Sim, existe mesmo!!!


Tudo isso vai contra o desenho do serviço.


Neste post, vamos explicar como o Reverse Connect funciona de verdade, na prática, e por que ele muda completamente a forma como você deve pensar na rede e segurança em seus ambientes.

Antigamente ou historicamente, lá dos tempos de RDS eles funcionavam assim:


A VM ficava parada, com uma porta aberta, esperando alguém da "internet bater". ✌️

Isso exigia:


  • Portas inbound abertas

  • Regras de firewall expostas

  • Muito cuidado (e mesmo assim, risco)


No AVD e no Windows 365, esse modelo simplesmente não existe mais. SIM, NÃO existe mais!



Com Reverse Connect, nenhuma porta de entrada precisa ser aberta para o usuário se conectar.


Não há listener TCP aguardando conexões externas na VM.


A conexão nasce dentro do ambiente e vai em direção à nuvem da Microsoft.


Como isso funciona na prática

O Reverse Connect estabelece duas conexões de saída, independentes e seguras:


  1. Do dispositivo do usuário → Gateway do serviço

  2. Do session host ou Cloud PC → Gateway do serviço


Essas duas pontas nunca se conectam diretamente entre si.


O Gateway gerenciado pela Microsoft atua como intermediário, “costurando” as sessões de forma segura.


Se sua VM consegue sair para a internet (ou para os endpoints da Microsoft), ela consegue receber conexões.

O impacto real na arquitetura de segurança

Esse modelo muda completamente o desenho de rede e segurança e e para melhor.


Superfície de ataque drasticamente menor

Sem portas de entrada abertas:


  • Não existe força bruta em RDP

  • Não existe scanner encontrando desktops expostos

  • Não existe “acesso direto” ao host (Tinha muito disso)!!!


A VM simplesmente não está ouvindo ninguém.


Adeus, porta 3389 👋

A recomendação arquitetural é clara:

Não abra 3389. Nunca.

Exemplo de Porta 2289 aberta outbound e inbound - Alto risco!



Mesmo em ambientes AVD, ainda é comum encontrar NSGs com RDP e HTTPS abertos para a internet. Essas regras não são apenas desnecessárias, mas também elas vão contra o modelo de Reverse Connect e aumentam a superfície de ataque sem nenhum ganho funcional.

Todo o acesso de usuário deve acontecer via:


  • AVD

  • Windows 365

  • Reverse Connect



A própria Microsoft já passou a bloquear 3389 por padrão em novos Cloud PCs e e isso não é detalhe, é direção de produto.


Tráfego criptografado por padrão

Como tudo roda sobre HTTPS:


  • O tráfego já é criptografado de ponta a ponta

  • Não há necessidade de proxy com inspeção TLS

  • Inspeção, além de desnecessária, degrada a experiência


Se você tentar “quebrar” esse tráfego no meio, o efeito colateral normalmente é:


  • Input Delay alto

  • Latência perceptível

  • Usuário reclamando de lentidão


Principais aprendizados

Pense de dentro para fora...

No AVD e no Windows 365:

  • O firewall não é para proteger entrada

  • Ele serve para controlar saída

Seu trabalho como arquiteto e engenheiro é:

  • Permitir outbound apenas para os endpoints necessários

  • Bloquear destinos desnecessários

  • Reduzir o raio de explosão em caso de incidente

Troubleshooting não justifica abrir RDP

Se você precisar acessar um host para manutenção ou diagnóstico:


Vamos abrir a porta 3389?


Não, não...use:


  • Azure Bastion

  • Just-in-Time (JIT)

  • Acesso administrativo via rede privada


Abrir RDP “temporariamente” quase nunca é temporário, sabemos disso!


Dá para ir além com Private Link

Para ambientes mais exigentes, o Reverse Connect ainda pode:

  • Trafegar exclusivamente pela rede privada da Microsoft

  • Usar Azure Private Link

  • Eliminar até a dependência da internet pública

Isso é comum em:

  • Ambientes regulados

  • Setores financeiros

  • Órgãos governamentais

Se você entende que:

A conexão nasce no session host e vai para a nuvem

…você evita praticamente todos os erros clássicos de rede em AVD e Windows 365.

Reverse Connect não pode ser considerado um detalhe técnico, mas sim um pilar de segurança e arquitetura.ão de rede em seus projetos.



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